Dizer que uma comédia é boa pode ser muito raso, pelo menos no meu ponto de vista. Quem me conhece sabe que sou insuportavelmente crítica quando o assunto são filmes, séries, músicas ou qualquer outra produção pública. Mas isso não quer dizer que sou perita no assunto, convenhamos, sou espectadora, só isso bebê. Adooro comédias, desde "The Party" (1968) com o adorável Peter Sellers às atrapalhadas da Melissa McCarthy.
Pensando no assunto busquei por algumas referências e produções de comédias de qualidade. Assisti "The Errand Boy" (1961) com Jerry Lewis no papel de Morty, um funcionário pra lá de desajeitado, não poderia deixar de citar nosso ícone da comédia Grande Otelo em "Macunaíma" (1969) e por último não menos importante, meu também ídolo estimado Mazzaropi, "O Jeca Macumbeiro" (1974) e "Jeca contra o capeta" (1975) são os meus preferidos. A comédia é boa quando há essa soma, os diálogos envolventes, os atores dão vida aos personagens e a história segue real, como se fosse uma rotina contada por um amigo próximo. Assim é o "Método Kominsky" (2018), uma série de comédia da Netflix. O protagonista é um professor de teatro, Sandy Kominsky, interpretado por Michael Douglas e Allan Arkin como Norman, melhor amigo de Sandy. Ambos são uma dupla e tanto, existe uma casualidade entre Sandy e Norman que é cativante.

Os diálogos são a cereja do bolo. Tem uma cena extremamente engraçada, Sandy tem uma filha, Mandy que namora um cara sexagenário quase a idade de Sandy. O cara é Martin (Paul Reiser), ele sofre um infarto durante um encontro com Sandy e Norman. No hospital Norman com sua personalidade catedrática e nada terna, começa a falar sobre medidas preventivas para Mandy, a menina fica um tanto assustada e diz para o pai: "Faça-o parar de falar, por favor!", "- Estou tentando há anos", responde Sandy. Além disso, no elenco também está Kathleen Turner como a ex-mulher de Sandy e Danny DeVito como o urologista. Vale a pena assistir cada episódio!